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Ambiguidades do momento corporativo: gênese e justificação dos direitos sociais no Brasil

Texto publicado no número 17 (maio/agosto de 2015) da Revista Brasileira de Ciência Política.

Esse artigo se ocupa do processo de inscrição da linguagem corporativa no trabalhismo brasileiro. Para tanto, problematiza o seu desenvolvimento no campo dos valores públicos e das instituições, atribuindo relevo à relação entre a saúde do trabalhador e a política de saúde pública. A partir da historicização desse fenômeno político, recupera-se o dissenso intelectual dos anos 1930, localizando na proximidade de Oliveira Vianna com paradigma social católico um momento privilegiado para sua legitimação pública. Com esse enquadramento histórico-analítico a contribuição do artigo consiste em apresentar argumentos que desestabilizam as interpretações que assumem o pragmatismo corporativo como condição inexorável do trabalhismo moderno.

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